Por que não podemos não nos dizer “cristãos”

Benedetto Croce, 1942 – Reivindicar a si mesmos o nome de cristãos é coisa que normalmente não vem desacompanhada de uma certa suspeita de piedosa unção e de hipocrisia, porque no mais das vezes a adoção do tal nome serviu à auto-complacência e para cobrir coisas assaz diversas do espírito cristão, como se poderia comprovar com referências que aqui deixamos de lado para não dar azo a juízos e contestações que nos distrairiam do objeto deste discurso. No qual se quer unicamente afirmar, com o apelo à história, que nós não podemos não nos reconhecer e não nos dizer cristãos, e que esta denominação é simples observância à verdade. . . .