O despotismo do costume, ou: Para onde vai a massa cinzenta

John Stuart Mill, 1859 d.C. – A natureza humana não é uma máquina que se reconstrua por um modelo, e se ponha a executar o que se prescreve, mas uma árvore que precisa crescer e se desenvolver em todas as suas partes, em conformidade com a tendência das forças interiores que fazem dela uma coisa viva. . . .

Admitir-se-á, segundo toda a probabilidade, que é bom que o povo exercite as suas faculdades, e que uma obediência inteligente ao costume, ou mesmo, uma vez ou outra, um desvio inteligente do costume, vale mais que uma adesão cega e absolutamente maquinal. Até certo ponto admite-se que o nosso entendimento deve depender apenas de nós; mas já não admitimos com a mesma facilidade que