Cartas de um empregado da corte a uma confidente

Franz Joseph Haydn – 1790 d.C. – Estimadíssima e gentil Frau Von Genzinger, bem! Aqui estou, sentado em minha selva; esquecido, como um pobre órfão, quase sem companhia humana; melancolia, radicada na memória de dias passados e gloriosos. Sim; ai de mim, passados! E quem pode dizer quando estas horas felizes retornarão? Aquelas reuniões encantadoras, onde todos não tem senão um só coração e uma só alma – todas aquelas deliciosas tardes musicais, que só podem ser lembradas, não descritas. Onde estão todos esses momentos inspiradores? Todos se foram – e há muito tempo. . . .