Diálogo final de “Assassino sem recompensa”

Eugène Ionesco, 1958 d.C. – Bérenger está agora absolutamente só no palco. O diretor, o cenógrafo, o técnico da iluminação devem fazer sentir a solidão de Bérenger, o vazio que o envolve, o deserto desta avenida entre a cidade e o campo. . . . Bérenger deverá ter o ar de ter caminhando por um longo tempo, durante a cena que se segue. Se não se dispõe de uma esteira giratória, Bérenger pode dar passos sem sair do lugar. Depois, pode-se, por exemplo, novamente fazer com que apareçam muros, aproximá-los como num corredor, a fim de dar a impressão de que Bérenger será preso numa emboscada. . . .